Quadrado ou triângulo?

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Este quadrinho mostra uma situação muito comum no trabalho com as formas! É preciso analisar as formas tridimensionais com muito cuidado e perceber as figuras planas que estão contidas nelas. No trabalho com a geometria na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I devemos explorar as possibilidades das figuras planas e não planas e principalmente perceber essas figuras em outras estruturas no contexto escolar, como por exemplo quadrados nas janelas, nas caixas, e onde quer que eles apareçam… É muito comum o trabalho se resumir na memorização das nomenclaturas, o que não contribui muito para a percepção e diferenciação das formas geométricas. A exploração livre de objetos, identificando semelhanças e diferenças e nomeando a partir dessa manipulação é o que irá contribuir para a construção destes conceitos. O filme O Pato Donald no país da Matemágíca” pode ajudar nesse processo!!!

Barrinhas de Decimais

Um recurso muito eficiente para o trabalho com os números com vírgulas no Fundamental I são as “Barrinhas de Decimais”. Com elas vocês poderão explicar melhor a relação de parte e todo que existe no trabalho com decimais. É muito difícil para os estudantes do 4o ano que iniciam este estudo sairem do campo dos números naturais e entenderem a relatividade dos números com vírgula. DEZ (10) nos números Naturais é sempre dez (10), mas, entender que 1/10 (UM DÉCIMO) pode ter vários tamanhos, é necessário um trabalho que sinalize e vivencie exemplos para entender melhor que, o que vale é o inteiro de referência. Uma barra de chocolate divida igualmente em 10 partes, 1 parte equivale a 1/10, mas as várias possibilidades de tamanhos desta barra de chocolate, pode apresentar 1/10 também de vários tamanhos. Para o trabalho de compreensão desses números o vídeo Barrinhas de Decimais, apresenta um material que pode contribuir e muito para a compreensão dos estudantes. Essas Barrinhas podem ser utilizadas na representação de valores do Sistema Monetário, e das Medidas de Comprimento, Massa, Capacidade, Superfície e Volume, dispensando aquela antiga “tabela” de transformação de medidas e possibilitando aos estudantes uma real compreensão do assunto. Segue modelo para confeccionar as Barrinhas (material de decimais) com seus alunos. (Este material faz parte de um estudo realizado na UnB pelo professor Cristiano Alberto Muniz).

 

III EEMAI

Veja aqui as informações sobre o 

Encontro de Educação Matemática nos Anos Iniciais!

Voltando a ativa!!

Olá!!!

Depois de um tempo “fora do ar”, volto com este espaço para discussões sobre educação. Aqui vou postar sobre minhas experiências e disponibilizar materiais que aprendi e construí sozinha ou com minhas alunas, ao longo do tempo, referentes a Educação Matemática, Filosofia para Crianças, Psicopedagogia, Educação Financeira na Escola e  Formação de Professores. Desejo que  todos estes assuntos possam contribuir com a melhoria da Educação, no trato com os estudantes, bem como no dia-a-dia de sala de aula e assim possamos juntos construir um mundo melhor!!

A AVALIAÇÃO é ainda um tema bastante polêmico no ambiente escolar. Aprendi muito com o Mestre Cristiano Muniz sobre como pensar avaliação, como medir os conhecimentos dos alunos a partir dos instrumentos que normalmente utilizamos em sala de aula, além disso, tive outras experiências pois participei do antigo SAEB, avaliando e elaborando itens para o Banco Nacional de ítens, estes que eram utilizados nas provas sistêmicas (Prova Brasil).

Falar sobre avaliação é pensar de forma ampla, pensar em como ela pode ser formativa ajudando os alunos a reconhecerem suas dificuldades ou analizar as respostas com uma visão diagnóstica possibilitando retomar conceitos e conteúdos em sala de aula. Já foi o tempo em que a “prova”era um momento para que os alunos “devolvessem”o conhecimento adquirido, e essa medição serviria para rotular a capacidade dos estudantes. Podemos pensar muito além disso…

Para começar, ao elaborarmos as questões, devemos ter em mente quais os objetivos e/ou ideias que queremos verificar com as situações-problema.  Nas avaliações sistêmicas tipo Prova Brasil, etc, cada questão é referente a uma única ideia ou objetivo que é chamada de descritor, o que não é o caso das avaliações escolares que muitas vezes, numa mesma questão, está em jogo mais de uma ideia ou objetivo. Por isso, para a elaboração de uma questão, devem ser observados tudo que o professor quer avaliar exatamente; Compreensão? Operações? Cálculos? Coesão? Coerência? Definições? Uso da norma padrão? Ortografia? Criatividade e etc…

Depois de identificadas todas as categorias de correção, de cada tipo de questão, de cada área envolvida no instrumento, estas devem ser pontuadas com escores, pontos ou sinais ✔ de acordo com a proposta de cada escola.

Por exemplo, em questões de matemática ou de áreas exatas, podem ser avaliadas:

A compreensão da questão (quando o aluno tira os dados da situação-problema corretamente);

A operação efetuada (quando a operação cobrada na situação-problema é resolvida corretamente);

O resultado da situação-problema (quando é respondida corretamente a situação-problema).

No exemplo acima a questão poderia valer 3 ideias: ✔, ✔, ✔

Situação 1: O aluno acerta as 3 ideias – ✔, ✔, ✔.

Situação 2: O aluno não interpreta a situação-problema e retira os dados errados, mas acerta a operação solicitada com outros números e naturalmente erra a resposta; X, ✔, X

Situação 3: O aluno interpreta corretamente a situação-problema mas erra ao resolver a operação e naturalmente erra a resposta. ✔, X, X

Situação 4: O aluno deixa a questão em branco: ?, ?, ?

Situação 5: O aluno interpreta corretamente, faz a operação corretamente e não responde a situação-problema: ✔, ✔, ?

Situação 6: O aluno interpreta corretamente, faz a operação corretamente e responde errada a situação-problema: ✔, ✔, X

O exemplo mostra que podemos considerar parte da situação-problema, ou seja, as ideias corretas respondidas pelo aluno, motivando e evidenciando a aprendizagem já atingida.

Existem 3 tipos de símbolos:

✔ (acertou a ideia)

X (errou a ideia)

? (não fez a ideia, deixou em branco).

 

Num exemplo do Português ou de áreas humanas, poderíamos considerar, por exemplo, as seguintes categorias (ideias) para correção:

Uso da norma padrão

Respeito a estrutura textual exigida

Organização e seleção das ideias

Utilização de elementos de coesão

Proposta de intervenção que não fira os direitos humanos

 

História e Geografia (ideias):

Uso de expressão que define de forma simples, razoável e completa o solicitado na questão.
Cada categoria poderia ter de 0(zero) a 3 (três) ideias ou níveis de acertos (esta quantidade é sempre de acordo com as ideias e o nível do item ou questão).

Acertou totalmente: ✔, ✔, ✔

Acertou parcialmente e errou: ✔, ✔, X

Acertou parcialmente e deixou em branco ou ficou incompleta: ✔, ?, ?

Acertou pouco e errou mais: ✔, X, X

Devemos ressaltar que, para questões subjetivas, podemos atribuir mais ou menos escores (sinais), aumentando ou diminuindo o nível de dificuldade da questão ou a possibilidade de analisar mais subjetivamente cada categoria.

 

Para a correção da avaliação:

– Todas as ideias devem ser explicitadas na avaliação, ou seja, o número de ideias consideradas deve ser igual ao número total de símbolos da avaliação. Não tem limite de ideias (pontos), nem a necessidade de ser quantidades com números múltiplos, par, impar, decimal ou primo. O que determina a quantidade de pontos são as ideias exploradas na avaliação.

– O professor irá contar apenas as ideias certas ✔ e colocar no cabeçalho da avaliação uma fração onde o numerador é a quantidade de questões certas ✔ e o denominador a quantidade total de ideias na avaliação (somatório dos símbolos ✔, X, ?);

– Por exemplo: Uma avaliação está cobrando 57 ideias e o aluno acertou 39✔, a fração ficará que ao ser conferida pelo aluno chegará ao resultado 6,8 ou 68

– Para o professor fica muito fácil a contagem e a correção da avaliação; A melhor sugestão é que a correção seja feita “questão a questão” , ou seja, corrigir todas as primeiras questões de todos as avaliações e depois ir para a segunda, terceira e assim sucessivamente. A correção de página por página não tem o mesmo efeito, que é o de poder aprofundar em cada ideia cobrada e poder sentir como a turma apreendeu e quais as possibilidades de respostas possíveis fazendo um diagnóstico preciso da aprendizagem de seus alunos;

– Depois de corrigir todas as avaliações ele começará a contagem. Contará em cada avaliação o número de acertos ✔ e escreverá a fração referente.

– Com uma calculadora SIMPLES, ele digitará o número total de acertos. Se for 57 ele digitará 57 : 57 =, que dará 1. Neste instante a calculadora cria uma constante de proporcionalidade e bastará ele ir digitando os acertos de CADA aluno e digitar = (igual), SEM MEXER em mais nenhuma tecla da calculadora e seguir para o próximo aluno.

Recapitulando com outra pontuação:
Total de ideias na avaliação: 87

Na calculadora digita 87 : 87 =

Aparecerá 1 no visor

Digitar o número de acertos ✔ do aluno e a tecla = (por exemplo 80 =)

No caso irá aparecer 0,9195 que poderá ser 9,1 ou 91 ou mesmo 92 se as regras de arredondamento forem combinadas dessa forma. O número do visor é a nota do aluno x 10 ou x 100 conforme o esquema da escola.

Em cima do resultado acima, digitar o total de acertos da próxima avaliação, por exemplo, 73 = que vai resultar 0,83, 8,3 ou 83, e assim sucessivamente…

Com esta forma, os professores estarão subjetivando a correção de maneira racional e justa, sempre considerando todas as ideias envolvidas e a possibilidade de escalonamento para cada ideia. Com isso, a avaliação expressará um resultado mais próximo do que realmente o aluno teve a apresentar como aprendizado do processo educativo.

Com o tempo os alunos aprenderão os símbolos e podem conferir seus pontos, sem ter que checar com o professor o por que da pontuação, pois na correção no quadro, em conjunto, o professor irá mencionar as ideias envolvidas na questão e quantos escores ou pontos elas valiam, tornando o processo transparente e justo.

Depois que aprendi essa forma de correção nunca mais tive um questionamento nas minhas correções para avaliações de matemática para o ensino fundamental, de projetos, de trabalhos ou atividades avaliativas para alunas cursos de graduação e pós-graduação pois torna-se claro e explicito para todos o que realmente está sendo considerado e cobrado em cada questão da avaliação.

Bom trabalho a todos!!

“Educadores não são feitos, educadores nascem”

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Pato Donald no país da Matemágica

PATO DONALD NO PAÍS DA MATEMÁGICA

Este é um video super legal para trabalhar com a Geometria. Como devemos fazer a abordagem no Ensino Fundamental I. Aprender a observar o mundo e todas as formas que existem nas coisas. Além de perceber a matemática na música e também nos jogos!
Vale a pena conferir!!!

Dindim, o mascote da Oficina das Finanças

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Este é o Dindim, nosso mascote!!! Escolhemos uma borboleta por ter a credibilidade de ter feito a metamorfose e superado os limites de uma lagarta. Acreditamos que Educação Financeira da Oficina das Financas possibilita essa transformação e ampliação dos limites. A ideia é poder ir onde quisermos!

Apresentam a coleção de Educação Financeira na Escola

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Coleção de Educação Financeira na Escola – 2013

Apresentações,

10 ao 5o Ano

Professor Dr Cristiano Alberto Muniz – Educador matemático FE-UnB,

Presidente da Sociedade Brasileira de Educação Matemática.

“A presente proposta pedagógica de Educação Financeira na Escola, uma importante inovação na educação brasileira, que vem ao encontro de demandas altamente significativas, apresenta propostas práticas, atrativas, desafiantes e de forma gradativa, introduzindo novos conceitos, ampliando outros, aprofundando percepções, sempre em contextos de significado para cada fase de desenvolvimento… A proposta é concebida, elaborada e difundida por um grupo de educadores de alta competência e experiência neste campo de conhecimento…Aprender a sonhar, planejar, realizar, se projetar no espaço das potencialidades humanas, onde o dinheiro é somente um instrumento simbólico, constitui alicerce primordial da proposta. “

 e 6o ao 90 Ano

Professora Nilza Eigenheer Bertoni – Educadora Matemática –

Doutora Honoris Causa pela Universidade de Brasília – UnB.

” Eis que chega uma obra que trabalha a educação financeira na escola, e que deve igualmente ser lida pelos pais. Todos os volumes são focados no mesmo conjunto de temas centrais, cuja abordagem e aprofundamento evoluem ao longo dos anos. Concebido por dupla formada por especialistas em formação financeira junto com matemática com décadas em formação de alunos e professores, a obra dá mostras da competência no tema e de primor didático. Ela representa um apoio essencial para o desenvolvimento dessa faceta da educação…Na obra, o tema articula-se naturalmente à ética, insere-se na interdisciplinaridade e é um forte componente da formação para a cidadania. “

Informações: silvanaiunes@oficinadasfinancas.com.br 

www.oficinadasfinancas.com.br

 

 

 

Coleção Educação Financeira na Escola – Oficina das Finanças

Lançamento dos 9 Livros de Educação Financeira – Oficina das Finanças

Autoras Carolina Ligocki e Silvana Iunes

A ideia das capas é o Mascote da Oficina das Finanças desvendando a Educação Financeira que há “por trás” do dinheiro. E,  cada ano (do 1o ao 9o), de forma crescente, mostra a beleza dos animais que estão estampados no dinheiro brasileiro.

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EDUCAÇÃO FINANCEIRA NA ESCOLA

Engenhoca Educação Financeira na Escola

Engenhoca que exemplifica o método da Oficina das Finanças explicar Educação Financeira na Escola

 

Neste ano de 2012, incluí ao meu trabalho de FAZER MATEMÁTICA, em parceria com a Oficina das Finanças, um novo projeto sobre a EDUCAÇÃO FINANCEIRA NA ESCOLA para o qual dispomos de um rico material didático, constando de Cartilhas de atividades para os alunos do 1o ao 9o ano, Manual para o professor, além de treinamento para a equipe de professores, com Planejamento financeiro virtual, Encontro para explicação do projeto/materiais e plataforma moodle para apoio, tira dúvidas e acompanhamento durante toda aplicação das atividades.
Sua escola poderá ser uma das pioneiras, dentro da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), ao introduzir este importante e necessário assunto, pois educação financeira é um instrumento de cidadania, inclusão social, melhoria da vida do cidadão e da estabilidade do sistema financeiro do país, preparando cidadãos conscientes financeiramente.
 Este material didático é o sonho de uma equipe que acredita no poder da educação financeira com foco na reflexão sobre valores e ética, superação de limites pessoais, no poder da ação, desenvolvimento de habilidades e preparação para o novo momento da economia familiar, nacional e mundial.
AGENDE CONOSCO UMA VISITA PARA, PESSOALMENTE,
APRESENTARMOS O PROJETO E TODO O MATERIAL COM VISTAS
A ADOÇÃO NO ANO LETIVO DE 2013.
Silvana Iunes
silvanaiunes@gmail.com
Cel: 81275321
Coordenadora Pedagógica
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